segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

um soneto na brasileira


um mar entrou na minha toca
e não recusei a sua vontade,
mergulhei na onda da oportunidade
e deixei-me flutuar como maderia oca.

os meus olhos vão ao encontro dos teus,
não foges e eu não fujo, espero o reflexo,
um sorriso que abraça forte o coraçao perplexo
aguardando que as tempestades caiam dos céus.

assim como gira a roda do tempo mesurável,
assim como as ondas rebentam na areia,
meu coração aberto aguarda que fiques estável.

e a segunda vez não é como a primeira
e a oportunidade de amar as cores do céu
é sempre distinta, diferente... mas verdadeira.


Porto, Janeiro 2009, poema de Enlaçador Eléctrico

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