segunda-feira, 14 de abril de 2008

do eixo dos mundos ergo uma linha

Do eixo dos mundos ergo uma linha

que me eleva até ao céu

e deixo me lá ficar por alguns segundos

a observar as pendentes emanações da vida

dos olhos verdejantes das florestas

compreendo a linguagem que falam

espíritos da terra e da natureza

são como os rios que correm

fluindo na certeza

de que o homem pertence à terra

e a terra não pertence ao homem


Trinta, Guarda, Fevereiro 2008, poema de Enlaçador Eléctrico


sabores alinhados

Sabores alinhados

Caras, olhos e lábios pintados

Correrias de outros lados

Abraços perdidos, carinhos abafados

Não quero estar só

Não quero só estar

Caminho no meu caminho

Caminhas no teu caminho

Teu caminho é teu caminho

Um caminho é um caminho

Um caminho a dois é apenas um entre caminhos


Há dias sem lua

e há dias com lua

há noites com lua

e há noites sem lua

mas o sol

nasce todas as manhas

e é para todos


O que existe para mim

existe para ti


Somos todos um só


Coronado, Trofa, Março2008, poema de Enlaçador Eléctrico


criamos os momentos e os sentimentos

Criamos os momentos e os sentimentos
Sempre criamos o que queremos
Alertas
Despertos
Pacientes na mente

Sonhos vivos dormentes
Quem é o presente?
Seja o guia da fonte
Ou seja o que seja sem nome
Ou Palavra somente

Vento que é
Querer projectar
No fogo sagrado o espírito guerreiro
Em redor do caminho
Visões e sonhos por inteiro

O dia que aconteceu
A noite que se recolheu
Oferecemos sem pedir em troca
Energia da vida
Sinceridade em boa hora



Vila Soeiro, Guarda, Março2008, poema de Enlaçador Eléctrico