sábado, 5 de janeiro de 2008

é sempre, e sempre está agora

a Mãe alimenta as suas raízes
que permanecerão a crescer no tempo,
fruto da sua imensa vontade,
na hora do desafio da verdade
ou na hora do exercício da realidade,
no tempo assertivo ou em tempo de saudade,
que resvala em embaraço refluxo,
sincero, um abraço.

a ti, musa sinergética,irmã,
que ao som da vida vai bailando,
pula ela entre as mil linhas,
pula ela entre os mil traços,
estás rodeada por fantasmas,
fortalezas desnecessárias,
obras de arte atrasadas,
poemas não escritos e pinturas não pintadas.

uma historia que se não repete,
um acreditar, que se não mente
vive
na aurora e no crepúsculo absorvidos,
em sentimentos aprisionados,
atitudes infantis e sinceros embaraços,
borboletas em voos de águia rastejante
em passo lesto, frio, sufocante,
o desejo,enfim, escrito em mil linhas de mil traços.

nada mais desejaria
que não fosse dar um simples passo,
fazer uma historia para ti,
fazer uma historia sobre um pássaro,
que vive na libertação do que é real
e que acredita no que esta a fazer.
agora pois, só depende de ti,
da descida do espírito e do teu momento para a viver.

eu nasci com o vento colado no corpo,
sopra vento,
vento que sopra,
trás contigo a paz e o teu conforto,
sopra vento,
vento que sopra,
trás contigo o teu riso e teu o choro,
sopra vento,
vento que sopra,
trás o alimento à terra e ao coração dos homens livres,
sopra vento,
vento que sopra,
és minha Mãe, meu Pai, minha irmã, meu irmão.

Ora que trova,
hora que chove,
é sempre,
e sempre está agora.


Coronado,Trofa,Janeiro2008,poema de Enlaçador Eléctrico

Nenhum comentário:

Postar um comentário